dia-bolon

Catarina Santos

One Response

  1. Separando as águas (isto vem a propósito porque acabei de sair do duche):
    A Católica Igreja, tal como quase todas as outras, não faz raciocínios tão elaborados como esse. Sempre foi maniqueísta. Por isso, essa parte mais… hmmmm… mais humana da questão é secundária para a doutrina.
    Mas ainda segundo esta, se já não há limbo, se deixou de haver inferno… para onde vão os meninos que se portam mal? Como é que os pais católicos agora vão educar os filhos? Para onde lhes irão dizer que vão parar se baterem no primo minorca?
    Ó bosses da Católica, fazem favor de trazer o inferno de volta? Haja responsabilidade, gaita! Ai a vida!

    Quanto à questão filosófica (como eu detesto o termo, blec!):
    é claro que com ou sem igreja (de preferência sem), não só o nosso lado reptiliano continuará a existir, como também as nossas escuridões interiores. Chamem-se elas “lado lunar”, “dark side” ou o popular “tu, pá, às vezes consegues ser um ganda filho-da-mãe!”.
    Há noite e dia, escuro e claro em nós. E digam lá o que disserem, esse é um dos maiores fascínios do ser humano.
    Nisto, nem a igreja tem voz, nem quem quer que seja. Não é institucionalizavel!

    Agora vou passear o cão. O cão? O cão era uma das imagens do Demo! Tenho de dizer ao Pantufa que foi despromovido. Coitado…

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